quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aquela alí sou eu.

Sou aquela mulher enganada, que diz que te esqueceu mas daria a vida por mais um beijo seu. aquela perfeição, que tem mil defeitos; aquela quieta, que adora conversar. aquela vingativa, que te perdoa; aquela malandra, que cai feito patinha; aquela apaixonada, que ama com medo de se arrepender e ignora pra não sofrer mais; aquela indecisa, que vai embora quando quer ficar; aquela fácil de acreditar em promessas, que acredita nas suas palavras, mas não tem certeza; aquela confiante, que confia no hoje e desconfia do ontem. aquela só, que se sente sozinha quando há tantas pessoas ao seu lado; aquela esperta, que entende quando precisa ser entendida; aquela decidida, que de vez em quando volta atrás. aquela cantora de chuveiro, que canta músicas pra tentar esquecer; aquela corajosa, que tem medo; aquela diferente, que não te vê do jeito que todos veêm e percebeu que o comum não a atrai.,aquela que sempre quer um começo, mas tem medo do fim.

domingo, 8 de novembro de 2009

“Eu, como muitos de vocês, aprecio os confortos do dia a dia. A segurança da família, a tranqüilidade da rotina, gosto disso como todo mundo. Mas no espírito da comemoração em que eventos do passado associados à morte de alguém ou do fim de uma luta terrível, são comemorados com um belo feriado pensei em marcar esse cinco de novembro um dia que, infelizmente, já foi esquecido. Aproveitando um pouco do tempo de vocês para bater um papo. Há aqueles que não querem que falemos. Desconfio que estejam dando ordens ao telefone e homens armados virão logo. Por quê? O governo pode usar a violência em vez do diálogo, mas as palavras sempre manterão seu poder. As palavras oferecem um significado e, para aqueles que ouvem a enunciação da verdade. E a verdade é que há algo terrivelmente errado com o país. Crueldade e injustiça, intolerância e opressão. Se antes você tinha liberdade de se opor e falar quando quisesse agora você tem censores e câmeras obrigando-o a se submeter. Como isso aconteceu? Quem é o culpado? Há alguns mais responsáveis que outros e eles vão arcar com as conseqüências. Mas, verdade seja dita, se procuram culpados, basta vocês se olharem no espelho. Eu sei porque vocês fizeram isso. Sei que tinham medo. Quem não teria? Guerra, terror, doença. Uma série de problemas se juntaram para corromper sua razão e afetar seu bom senso. O medo dominou vocês, e vocês recorrem ao novo alto chanceler, Adam Sutler. Ele prometeu ordem. Prometeu paz. Tudo o que você ele pediu em troca foi o consentimento silencioso. Ontem, destruí o Old Bailey para lembrar ao país e que foi esquecido. Há 400 anos, um grande cidadão quis gravar o cinco de novembro para sempre em nossa memória. Eu queria lembrar ao mundo que imparcialidade, justiça, liberdade, são mais que palavras. São perspectivas. Então, se vocês não viram nada se desconhecem os crimes deste governo, sugiro que deixem o cinco de novembro passar em branco. Mas se vocês vêem o que eu vejo se sentem o que sinto e se buscam o que eu busco, peço que estejam ao meu lado, daqui um ano, na entrada do Parlamento e juntos daremos a eles um cinco de novembro que nunca, jamais será esquecido”